quarta-feira, 30 de julho de 2008
Magical Pieces 67
[Zeljko Joksimovic and Ad Hoc Orchestra - Lane moje (em inglês: Goodbye)]
Há alguns dias descobri por acaso esta música no Youtube. Acho-a fantástica, sobretudo pela variada base instrumental, com destaque para o violino que é um instrumento cujo som adoro. Mesmo sem conseguir entender nada da letra, esta é a prova que a música consegue ser veículo de união dos povos.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Magical Pieces 66
Sinto o fresco da noite na pele. A madrugada cumpre o seu dever e avança, sem pressas. O silêncio é tão absoluto que se consegue ouvir. Não é um paradoxo, mas antes o que experimento. Existem noites em que o silêncio é tão grande que ele próprio adquire um som. Não sei explicar. Mas oiço-o. Ele embala-me na contemplação do firmamento. Da lua grande e brilhante. Parece tão perto, tão alcançável. Passeia um gato na rua debaixo dos meus pés. Tranquilo, senhor da noite. Talvez tenha alma de gato. Talvez isso explique a minha paixão por eles e pelo negro calmo da noite. Acho-a mágica, encantadora. Seduz-me, desde o momento em que o sol declina até ao amanhecer, cada momento com a sua poética beleza.
Sou noite. Gosto do dia, da luz, da cor, da vida. Mas a noite acena-me com o seu não-sei-quê de mistério, aquela pitada de clandestinidade, a estúpida sensação que somos donos de um mundo adormecido. E livres, como o gato que sobe o asfalto, placidamente, qual senhor que vigia as suas terras e vai por onde quer.
Sim, definitivamente sou noite. E mar, natureza, chuva, tempestade, dia frio com sol. Prosa, música, imagem, flores. Emoção, partilha, sentidos e abraços. E noite. Antes de tudo, noite.
Sou noite. Gosto do dia, da luz, da cor, da vida. Mas a noite acena-me com o seu não-sei-quê de mistério, aquela pitada de clandestinidade, a estúpida sensação que somos donos de um mundo adormecido. E livres, como o gato que sobe o asfalto, placidamente, qual senhor que vigia as suas terras e vai por onde quer.
Sim, definitivamente sou noite. E mar, natureza, chuva, tempestade, dia frio com sol. Prosa, música, imagem, flores. Emoção, partilha, sentidos e abraços. E noite. Antes de tudo, noite.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Magical Pieces 65
O sol já tinha declinado ao longe. Lá no alto, o silêncio vai tomando conta dos recantos. Ouve-se a brisa que acaricia as folhas das árvores. À nossa frente, um horizonte vasto oferece-se à nossa contemplação. Sabemos que a cidade se agita lá em baixo. Mas isso pouco nos importa. O ritmo frenético do mundo, as obrigações, a agenda. Tudo perde importância perante aquele momento que partilhamos. Reconforta-nos por dentro a presença que está ao nosso lado. Nada dizemos porque o sentir preenche-nos. Aquele laço invisível que nos une e se tornou cada vez mais forte, capaz de sobreviver ao tempo, ao espaço e a nós mesmos. "Tenho medo", ouviste-me dizer. E respondeste-me: "Ter medo é já em si um sinal de coragem". Rodeaste-me os ombros com um braço e, com voz firme, a mesma que oiço mesmo quando não estás ao meu lado, afirmaste: "Vai correr tudo bem. E eu estou aqui, como sempre". Mesmo com todas as preocupações que me assolam, esbocei um pequeno sorriso. "Eu sei". Ali esperamos que a noite caísse.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
[20 000 visitas]
Aparentemente este blog até tem movimento. Mas das duas uma: ou anda tudo distraído ou então é puro desinteresse mesmo. O único print que recebi foi da visita número 20 025, que, só por acaso, é a visitante mais fiel do(s) meu(s) blog(s). E merece a lembrança sem dúvida nenhuma. Parabéns e obrigada, uma vez mais, à Sílvia.

[Prémio a dobrar, onde é que eu já vi isto? Hummm...]

[Prémio a dobrar, onde é que eu já vi isto? Hummm...]
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Magical Pieces 64
terça-feira, 8 de julho de 2008
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O Cor de Chá está prestes a atingir o marco das 20 000 visitas. Assim, para assinalar este marco inegável na existência deste blog, decidi oferecer uma lembrança a quem vir esse número no contador. O procedimento deverá ser o do costume: comentário neste post e envio de print screen para o endereço electrónico. Boa sorte!
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Encomenda da S. (Parte 2)
Tenho como preocupação principal usar nas telas que crio elementos que possam ser facilmente limpos. E claro, isso condiciona um pouco o trabalho, visto que a maior parte dos elementos decorativos que conheço e tenho disponíveis são em materiais que não reúnem essa condição (feltro, por exemplo). Assim, acabo por usar materiais pouco convencionais, mas que acabam por ter um grande efeito. É o caso destas pedras decorativas que utilizei. As borboletas foram uma (des)inspiração do momento, totalmente pintadas por mim com tinta acrílica como base e pormenores em tinta de relevo. Mais uma vez, o poema foi retirado deste site.
Encomenda da S. (Parte 1)
Apesar de não parecer, deu algum trabalho a executar esta tela. Os pormenores são quase todos feitos com tintas de relevo (clicar nas fotos para ver melhor).
Poema retirado daqui.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Magical Pieces 63
Pensando bem, é a ti que devo este ser e gostar. Este despegar de tudo o que é moda, de tudo o que é "in" e que todos anseiam possuir. Este querer ser grande nas coisas simples que serão sempre as melhores e sempre vão trazer alegria a este coração. Esta maneira de ser que me desloca e afasta dos outros, que faz com que me rotulem de "alguém que não parece deste tempo". Este querer ser e não apenas possuir. És, sem margem para dúvidas, o alicerce mais forte da minha personalidade e orgulho-me disso. Foste tu quem me ensinou as lendas e minudências desta cidade, quem me mostrou a beleza dos campos, quem me guiou por muitos dos sítios que hoje conheço, quem me proporcionou algumas aventuras que hoje recordo com alegre nostalgia. Quem me incutiu valores com breves e simples histórias. Como eu gostaria que cada criança deste mundo pudesse ter uma Avó como tu, meiga, paciente, compreensiva. Afortunada de um espírito tão grande que impregnava de carinho e bondade quem tinha a sorte de cruzar o teu caminho. Sem instrução escolar mas plenamente instruída nas coisas do alto. Dotada de uma sensibilidade apurada, capaz de chamar a atenção de uma pequena menina para uma singela flor do monte sufocada pela vegetação, para as cores vivas dos amores-perfeitos que sempre despontam nos jardins da cidade quando deles é época, para a invulgaridade e exotismo de uma flor formada toda ela por outras pequenas flores. Quando as hortências (granjas, como nós lhe chamamos) dão o ar da sua graça, são várias as vezes que as contemplo, focando o olhar instintivamente naquelas de azul mais vivo. Aí lembro-me, inevitavelmente, de nós.
terça-feira, 1 de julho de 2008
Encomenda da J.
Era este o WIP a que fiz referência há uns tempos atrás e que constituiu mais um desafio que me lançaram: uma bolsa para guardar o mp3 e o telemóvel, respectivamente.


Entretanto surgiu mais este pedido:

Espero que o meu trabalho tenha compensado a tua espera e paciência :D

Entretanto surgiu mais este pedido:
Espero que o meu trabalho tenha compensado a tua espera e paciência :D
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