quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Magical Pieces 41

Estou sem televisão no quarto há duas semanas. Nos últimos meses já pouca televisão via; agora menos ainda. O que não deixa de ser engraçado... Eu conto-vos o porquê. Desde miúda que a televisão, muito em especial a RTP 1, era a minha companhia de todas as horas (a ombrear lado a lado com os livros). Lembro-me vagamente da tv a preto e branco, da emissão que fechava com o hino nacional e a bandeira lusa a ondear ao vento (já nessa idade eu chorava baba e ranho ao ouvir o hino português... o meu patriotismo e orgulho neste nosso Portugal vem de muito cedo). Lembro-me também de acordar cedíssimo ao sábado de manhã e ficar horas a olhar para o ecrã à espera que começasse a emissão e os inevitáveis desenhos animados, a ver os minutos avançarem no relógio e a alucinar de tanto olhar para esta imagem:



Nesse tempo não havia muita escolha a nível de programação como hoje há. A RTP cresceu comigo e é o meu canal. Sem qualquer tipo de dúvida. Com o aumento da oferta de canais, a importância da tv também aumentou. Qualquer tipo de tarefa, ainda hoje, é acompanhada pelo rumorejar da caixinha mágica, mesmo que ninguém lhe preste atenção. Torna-se uma espécie de companhia, sobretudo quando estamos sós e apetece ouvir a voz humana. Quantas vezes estudei com o aparelho ligado, quantas vezes adormeci embalada pelo seu som.
Agora estou sem tv no quarto, onde sempre gostei de ver tv e desde pequena que tenho o privilégio de o poder fazer. E, não vou negar, sinto um pouquinho de falta daquele ritual de ver um programa qualquer antes de adormecer e de a ligar no momento imediato ao despertar. Mas tenho abdicado dele com a maior das facilidades. Ainda não tratei de averiguar o que aconteceu ao meu televisor (se se definitivamente cansou de tantas horas a funcionar, se avariou ou se houve algum problema a nível eléctrico). Nem me preocupa. Preocupar-me-ia se isso acontecesse com o meu computador. Essa é a verdadeira razão para tamanho desprendimento. Penso que o lugar que o televisor tinha na minha existência está agora inequivocamente ocupado pelo computador. A minha janela para o mundo. Se antes passava as horas a ver os mais variados programas, hoje passo-as a navegar na internet. Substituí um passatempo por outro. Afinal de contas, com a internet posso ver o que quero, às horas que quero e sempre que quero. O que é mais vantajoso. Mas ainda não assina uma setença de morte à televisão. Apenas ocupou grande parte das horas que lhe dedicava. Até porque existem momentos que nunca gosto de perder e só têm encanto quando trazidos até nós pela televisão. E um desses é ouvir (e ver) o meu estimado José Rodrigues dos Santos dizer, ao fechar o Telejornal :

"A si, em especial, desejo-lhe uma muito boa-noite!".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Encomenda da M.



Com peças em vidro em tons de castanho e corrente prateada a combinar com a base do relógio, para responder a um pedido especial ;).

Encomenda da S.



Um trabalho cheio de percalços, mas é sobretudo com eles que aprendemos. Apesar disso, valeu a pena. Acho que ficou engraçada e espero que a pessoa em questão goste. Há símbolos muito bonitos, não acham? Tão lindo como este só há mais um, mas esse a seu tempo!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Magical Pieces 40

"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... Do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?"

Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! "Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto, reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada uma vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"



Fernando Pessoa


A amizade é o meu bem mais precioso. Obrigada a todos por existirem e por tornarem os meus dias mais coloridos. E, tal como o poeta, enlouqueceria se vos perdesse.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Desafio - Parte II

E mais um questionário que me foi proposto por uma menina muito simpática. Cheguei ao blog da Sandra por acaso e nesse mesmo dia pedi-lhe umas dicas para um objecto que tinha em mãos. Pedido prontamente atendido o que só vem provar que ainda há pessoas que, como eu, têm gosto em partilhar conhecimentos. Obrigada por isso Sandra!

Respondendo ao desafio:

O que te choca: a falta de carácter e de humanidade;

O que te arrepia: uma boa música/voz, a beleza das coisas mais simples;

O que te excita: huuummm... Chocolate?

O que te solta: estar entre amigos;

O que te faz rir: muita coisa, até aquelas mais improváveis. Eu rio com muita facilidade e tenho a sorte de estar rodeada por pessoas parecidas comigo em mais esse aspecto;

O que te faz chorar: tudo aquilo que mexa com os meus sentimentos, que me lembre situações passadas, saudades e amizades. Sou demasiado emotiva;

O que te faz náuseas: acções comandadas pela estupidez humana;

O que te faz falta para seres feliz: ter os meus amigos sempre por perto e conseguir alcançar os meus objectivos;

O que te traz infelicidade: a discórdia e a ingratidão;

O que te magoa: o preconceito e a indiferença;

O que desejas: concretizar os meus projectos, mesmo que demore algum tempo;

O que receias: ver quem amo sofrer e não poder fazer nada;

O que não queres perder: aqueles que amo e a integridade;

O que queres alçancar: tudo aquilo que só eu posso fazer, razão pela qual esta vida me foi dada;

Uma data que abomines: o Carnaval, o Dia de Todos os Santos e a Passagem de Ano (mas não abomino. Só não gosto, pronto).

Uma festividade: todos os dias são perfeitos para festejar. Não têm de haver datas marcadas para nos divertirmos ou estarmos com quem queremos bem;

Uma qualidade que aprecies nas pessoas: a amizade (resume tantas qulidades numa só!);

Uma característica que abomines nas pessoas: a insensibilidade, o cinismo, a ganância (tantas :S);

Uma nostalgia: aqueles que já não tenho fisicamente junto a mim, todos os bons momentos que já vivi e a esperança naqueles que hão-de vir.


Desafio agora as amigas:

-Paula;
-Sílvia;
-Rosi;
-Gabriela;
-Ana Rita.

Obrigada!

Escrevo este pequeno post para agradecer a todos aqueles que me retribuíram o prémio "Diz que até não é um mau blog". É bom saber que gostam do meu blog.

Aquele abraço!

Photobucket

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Desafio

Respondendo ao desafio lançado pela querida Rosi:

A minha maior felicidade é poder desfrutar da companhia dos que amo, vê-los felizes, rir e brincar com eles e saber que partilhamos os melhores momentos juntos (vocês sabem quem são).

O meu pior pesadelo foi aquele que vivi de olhos abertos.

O meu objectivo é viver de cabeça erguida, sem pesos de consciência, sabendo que dei o meu melhor e fiz tudo o que podia fazer. Sobretudo ser sempre fiel a mim mesma e aos meus princípios.

Um sonho que realizei foi sentar-me no lugar 13, fila I (coincidências!) do Pavilhão Atlântico no dia 20 de Junho de 2007 e assistir ao concerto dos 4 magníficos.

A minha maior derrota seria chegar ao fim da vida e perceber que deixei algo por fazer apenas, e só, porque me faltou a coragem e me dominou o medo.

A melhor palavra dita é aquela que é expressada com sinceridade, nos aquece o coração e nos faz viver o amor e todos os nobres sentimentos que ele em si encerra.

A pior palavra para se ouvir é aquela que nos atiram com maldade, que sabemos não merecermos mas que ouvimos fruto da imbecilidade de alguém.

Um mundo melhor seria aquele onde os homens fossem mais humanos.

Uma pessoa especial é aquela que te faz sentir especial, que te desperta sentimentos e sensações que desconhecias ou estavam adormecidos. Aquela que ganha lugar cativo no nosso coração somente por ser quem é.

Resumo a amizade como a forma que Deus inventou de estar sempre ao nosso lado na pessoa dos nossos amados amigos. Anjos terrenos que tornam o nosso caminho mais feliz pelo facto de o podermos partilhar.E apesar de nas nossas veias não correr o mesmo sangue, é a família perfeita porque não é imposta. Gosta-se porque se gosta. Eu sou afortunada porque vos conheci ;).

Resumo a falsidade como algo que nem me merece qualquer tipo de apreciação. Não sei, não vi, não quero, não comento e lamento que existam pessoas que façam disso o pão de cada dia.

Deus é o guardião das minhas preces e dos meus lamentos. A força que me guia.

Eu diria a alguém triste... Por experiência própria sei que muitas vezes não sabemos o que dizer, mas basta que esse alguém saiba que estamos do seu lado e que também sofremos com ele.

Eu sou quem sou porque nunca fui quem não queria ser.

Desafio aceite e respondido, escolho sete pessoas para continuarem:

-Paula;
-Sílvia;
-Ana Rita;
-Gabriela;
-Patrícia;
-Marisa;
-Madalena.

:D

Muito obrigada Rita! ;)



Regras:
1-Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons (entendem-se como bons os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários).
2-O Blog que recebe o "Diz que não é um mau blog" deve escrever um post:
a)indicando a pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog;
b)mostrando tag do prêmio e as regras;
c)indicando outros 7 blogs para receberem o prêmio.
3-Deve exibir (orgulhosamente!) a tag do prémio no seu blog.


Blogs Indicados:

-Olhando o Infinito;
-Eu e os meus Pensamentos;
-Artes e Retalhos;
-Cantinho dos Miaus;
-A gata da Lua;
-Futilidades Minhas;
-Cumplicidades.

É difícil escolher só sete, acreditem. Mas regras são regras, apesar de muitos merecerem estar na lista.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Magical Pieces 39



Hoje resolveu fazer-me companhia.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Telas

Eu e os pincéis nunca nos demos muito bem (se bem que nas últimas semanas tenha começado a mudar de ideias... Mas isso são estórias para contar um pouco mais à frente). Eu lá ia contornando a minha falta de jeito e técnica da melhor maneira que podia. E de spray na mão e máscara protectora (assim como aquelas que os nossos amigos chineses gostam muito de usar), lá ia pintando as telas e depois fazia o que podia. Eu confesso que já não sei muito bem onde me surgiu esta ideia de usar a técnica do guardanapo, mas com fotocópias de fotos. Sei muito bem qual foi a primeira tela que fiz, mas essa fica só como recordação para mim. Daquelas doces e amargas ao mesmo tempo.

Depois, quando a Sónia ganhou um desafio que coloquei aqui no blog, lembrei-me de lhe fazer uma tela. Com a preciosa ajuda da Paula, arranjei uma foto da Sónia e do Jorge e saiu isto:



Não ficou muito perfeita, mas sei que gostaram. Mas quem sabe, pode ser que este ano por alturas do Natal ou assim, haja nova tela com uma foto especial. Veremos...

Esta outra tela nasceu nos finais de 2007. Ofereci-a ao Pedro, que é um fixe e cuida do meu menino (subentenda-se portátil) sempre que é preciso. Mais uma vez a Paula surripiou umas fotos e com as conchas que eles trouxeram das férias (e me ofereceram) fiz mais uma tela.



Resolvi preservar as identidades deles. Mas o importante é mostrar as telas em si. Materiais usados: tinta em spray, cola para decoupagem, tintas de relevo e tudo o que houver à mão e eu ache que ficará bem :D. Opiniões?

Magical Pieces 38

As festas já lá vão. A normalidade dos dias voltou a instalar-se. É tempo de voltar a guardar todos os elementos decorativos, de desfazer a árvore e arrumar o presépio. Sinceramente, não me apetece. Este ano fiz algo que nunca tinha feito. Em vez dos tradicionais enfeites, adornei a minha árvore com fotos que imortalizam alguns dos melhores momentos do ano do qual nos despedimos há pouco mais de uma semana. Uma árvore de Natal muito simples, apenas com as fotos e com uma luzes brancas. Algo que tenciono transformar em mais uma tradição natalícia.



À primeira vista pode parecer despida, mas está carregada de simbolismo e de carinho. Atrevo-me a dizer que foi a árvore mais bonita que já fiz. Dou comigo a sorrir sempre que entro na sala e aqueles rostos lindos das pessoas que tive o privilégio de partilharem a vida comigo sorriem-me de volta. Não raras vezes fico especada diante dela, apenas com as pálidas luzes a cortar a escuridão e vou percorrendo cada uma das fotos, devagar, a recordar "pormaiores" dos instantes que foram captados. A lembrar outros que não o foram, mas estão bem presentes. Acho que esta minha árvore vai decorar a minha sala muito mais tempo do que o previsto. Por incrível que pareça não consigo olhar para ela e sentir que já destoa, mesmo depois da quase esquecida festa dos Reis ter passado. Gosto de a ver ali, naquele canto, uma espécie de santuário ao que de melhor esta vida tem. E é nestas alturas que reflicto que o Palma é que tem razão:

"Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo.
O que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo.
Sei que não sei, às vezes entender o teu olhar.
Mas quero-te bem.
Encosta-te a mim."

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Magical Pieces 37

Já diz o povo que "não há fome que não dê em fartura". E se o povo diz, tem razão!
Entre ontem e hoje acabei dois livros que andava a descobrir. Eu tenho o hábito de ler livros diferentes ao mesmo tempo, muito embora nos últimos tempos a ideia de pegar num deles não provocasse em mim o entusiasmo de outrora. Acontece pura e simplesmente que não me conseguia entregar à leitura e concentrar-me, acontecendo-me frequentemente discorrer em pensamentos ao mesmo ritmo que passava as palavras. Resumindo: não estava a conseguir ser só eu e a história; era eu, a história e os meus pensamentos. O porquê de me acontecer isto não sei explicar, mas nos últimos meses encetei esforços de voltar à minha normal relação com o mundo das letras, das palavras e dos pensares.
No dia de ano novo acabei de ler mais um livro do meu autor favorito e hoje ao início da tarde atingi finalmente a página 550 do "Codex 632". Sobre este último fica a vontade de voltar a lê-lo. É um livro muito intenso, com duas histórias numa e com viagens permanentes pela História (ou não fosse ele um livro sobre a enigmática pessoa que foi Cristovão Colombo). Foi a primeira obra que li de José Rodrigues dos Santos e fiquei (ainda) mais fã. Uma escrita rigorosa e muito eloquente, de onde destaco o seu enorme poder de descrição.
Sobre o outro livro, de seu nome "À primeira vista" e num estilo inequivocamente diferente, como a P. me disse no outro dia "é Nicholas Sparks e está tudo dito". Como sempre, mexe-se no universo das relações humanas e, neste livro em especial, na temática da confiança. De uma leitura cativante e acessível, ao longo da qual somos brindados com afirmações como esta:

"Tem um coração de ouro, uma característica que não se pode fingir."

Não sei se os amores que Nicholas Sparks apresenta nos seus livros serão passíveis de acontecer realmente. Mas verdades como a que supracitei são a nota dominante nas tramas que constrói. E essa é uma das razões que me fazem gostar dos seus livros.