quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Magical Pieces 44

Adoro pão! É, actualmente e em conjunto com a sopa, a base da minha alimentação. Gosto dele estaladiço de fresco, mas pouco queimado. O cheiro do pão acabado de fazer é um regalo para o olfacto. Eu não sou esquisita, gosto de qualquer um: papo-seco ou cacete,broa ou rosca, saloio ou integral, de cereais ou de água, da avó ou de centeio, tigre, com sementes de girrasol ou de sésamo, com frutos secos e o que mais se inventar. Gosto de pão, pronto! Pela manhã, às refeições e a todas as horas. Há por aí um mito que o pão engorda. Não é verdade, não senhor. O que engorda, dizem os entendidos, é o que se põe dentro dele. E só de pensar nas possibilidades começo a ficar com fome: queijos, charcutarias, doces e marmeladas, manteigas,creme de avelã ou chocolate, patês e recheios mais elaborados que dão até uma bela refeição. Pensem nas iguarias que com ele se podem fazer: torradas e tostas mistas, cachorros e francesinhas, pão com chouriço e prego no pão, pão de alho, uma bem portuguesa tiborna ou torricado, a italiana bruschetta, açorda, migas, pudim, bolos,... Resumindo, um sem fim de possibilidades que este alimento nos oferece, desde o simples pão que entretém o estômago até à receita mais sofisticada em que ele aconchega outros alimentos ou dá corpo ao preparo.
Lembro-me, quando era menina, de ver a minha avó às voltas com a massa do pão. Um processo elaborado e de difícil confecção. Preparar as farinhas, juntar água e fermento, temperar, amassar, benzer a massa e deixar levedar, dar-lhe forma e por fim confiá-la ao típico forno, que emanava um calor infernal. Não é fácil, este ciclo do pão caseiro. É um alimento básico, mas requer muitos cuidados. Tenho também memória (infelizmente só mesmo na memória) de uma padaria onde me era permitido ver para além do balcão, já que o meu pai era amigo de um dos padeiros. Eu admirava todos aqueles utensílios, os fornos gigantes, a atmosfera quente e enfarinhada, ao jeito de pós de perlimpimpim. E aquele reconfortante cheiro do pão a cozer. Quando ele saía do forno, apetecia trazer todos para casa. O aroma e o aspecto despertavam a fome.
Posso passar sem muitas coisas. Confesso até que desde o momento que passei a cozinhar todos os dias perdi um pouco o prazer de comer. Mas se há algo que gosto é de uma boa caneca de café com leite acompanhado de um pão (ou dois, ou três,...), se possível ainda quente o suficiente para obrigar a manteiga a fundir-se nele. Simples não é? Para mim é confort food.

4 comentários:

Coisas de Mulher disse...

Como eu me revejo nas tuas palavras, ih ih...
Refeição sem pão, não é refeição :))
Beijinho grande!
Helena :D

macati disse...

olaaaaaaaaaaaaa!
bem... ainda bem k comi uma refeiçao antes de ler isto senao ia ja ja comer pao! adoooooro pao e parece-m ser um mal familiar... a minha mae e irmas tb sao assim! paoznh quentinho... mmmmmm
obrigada!

Anónimo disse...

Eu também adoro pão. Se adoro. *BABA*

E adorei a forma como descreveste este prazer. A sério. Como é que consegues, a partir de um tema tão simples, escrever um texto deste. *ko_* Muito bom. :D

Sandra Soares disse...

E eu ainda te conto mais...
Para além de um galãozinho bem feitinho a acompanhar pãozinho acabadinho de cozer com manteiguinha a derreter... Ai! Ai!
Agora vou contar-te um segredo: A minha mamã ainda faz pão à maneira antiga, e em forno de pedra e argila e tudo... E há lá coisa melhor...
É uma verdadeira delícia, e depois quem consegue perder os quilos a mais? Quem? pois! Essa é a parte menos boa da história...
Beijocas e bom fim de semana...