Não pretende ser um balanço, nem sequer um inventário que hoje não estou para isso e quem comigo permanece sabe o que vai neste coração e sabe os momentos que para sempre guardaremos. Talvez tenham sido poucos, mas foram tão, mas tão bons! Só por eles 2008 valeu a pena. Houve dor e tristeza, é claro que sim, mas quem não os tem? São esses momentos que nos fazem crescer, que nos ensinam e, mais importante, que nos mostram quem caminha connosco e se oferece para nos carregar quando as nossas forças escasseiam. Agora escusavam era de ser tão maus...
Nesta passagem de ano não vai haver cuecas azuis (estou mais a pensar em preto, a ver se afasta invejosos), nem roupas caras, nem sequer as uvas. Desconfio até que vou pôr de lado a velha tradição do pé direito em sentinela. Não me vou levantar, nem pular, nem nada que o valha. Vou entrar em 2009 sentadinha com os dois pézinhos assentes no chão a ouvir a minha música. E creio até que não vou pedir desejos. Vou antes pedir a Deus que abençoe todas as pessoas que mais amo e estimo. Quando 2009 ainda se estiver a instalar, sairei sorrateiramente rumo ao sítio do costume. Com a flute de sumo na mão (que nem desta vez me apetece a obrigatoriedade do espumante doce). É que dessa tradição eu não prescindo. Aquela flute inocente vai ter o rosto de todos aqueles que me magoaram e de todas as horas de desânimo e sofrimento. Acabará partida em pedacinhos. Sem dó, nem piedade.
E tu, acompanhas-me em mais uma viagem? Da minha parte, já sabes que sim! Sempre.
That's what friends are for ;)
Feliz 2009!
Sabes o que te desejo? O dobro daquilo que me desejas!