
Foi no meio das arrumações ditadas pelas obras que iriam iniciar dali a uns dias que descobri algo que compensou todo o pó, barulho e confusão vivido até hoje. Dentro de um velho saco de plástico preto estavam alguns anos de cartas trocadas entre os meus pais, durante o tempo em que o meu pai cumpria serviço militar. Delirei com os selos (sobretudo os comemorativos dos Jogos Olímpicos de 1964), as fotos que encontrei, os postais e, inevitavelmente, com as próprias cartas. Não as li, nem sei se algum dia o farei. Mas guardá-las-ei com imenso carinho, ciente que fazem também parte de mim.
Memórias de um tempo em que ainda se escreviam cartas de amor.














